NOVO ENEM: MAIS UM PASSO EM DIREÇÃO À INCLUSÃO SOCIAL Quem tem o hábito de ler o jornal todos os dias, se deparou com uma manchete impactante no Estado de Minas do dia 18/05/2010. O vestibular para o curso de Medicina da UFOP tem nada mais nada menos que 233 candidatos por vaga. A matéria, contudo, não dá profundidade ao tema: pergunta aos candidatos o que pensam de tamanha concorrência, mas não pesquisam a causa da situação. Uma constatação omitida pelo jornal pode ajudar a entender o fenômeno! Assim como a UFMG, pela primeira vez o ENEM será usado como primeira etapa do Vestibular da UFOP. Daí a concorrência, que no ano passado era de 158 candidatos por vaga, ter subido tanto. O segundo curso mais concorrido, Direito, passou de 24 para 37. O que esses números nos dizem? Duas coisas basicamente. Primeiro que, mesmo com os importantes avanços do Reuni, o ensino superior brasileiro continua a ser um dos mais excludentes do mundo, deixando a imensa parcela da população de fora. Segundo, nos informa que, com a adoção do ENEM, mais pessoas começam a sonhar em entrar na universidade! O fenômeno observado na UFOP está de acordo com o que foi verificado em outras universidades. Neste sentido, comprova o caráter inclusivo do ENEM. Em certa medida porque, ao contrário do Vestibular, a inscrição para estudante de escola pública é gratuita, o que faz com que muitos decidam ver como se saem no exame. Talvez não sejam aprovados, mas tenham um resultado que os motivem a tentar novamente, coisa que antes nem cogitavam. O caráter inclusivo também é resultado do tipo de prova. Mais pautado no raciocínio do que na memorização, possibilita que estudantes oriundos de escolas menos qualificadas se tornem mais competitivos. Afinal, a prova pautada na decoreba só ajuda os estudantes que tem mais tempo para ler e reler o conteúdo sucessivas vezes ou aqueles que têm professores especializados em técnicas para meter o conteúdo na memória do aluno. O ENEM tem outros ganhos. O estudante faz a prova na sua cidade de origem, de forma que os mais pobres não terão gasto com deslocamento. E quando o sistema estiver completamente implementado, o candidato poderá concorrer em até cinco universidades ao mesmo tempo. Isso significa aumentar a taxa de mobilidade estudantil no Brasil, que hoje é de 4% apenas. Para se ter ideia, nos EUA, essa taxa é superior a 30%. Claro que vai demandar também esforço do Governo Federal para garantir mais assistência estudantil e essa deverá ser uma luta travada pelos estudantes. De todo jeito, contribui para que o Brasil deixe de ser estereotipado como o país cuja migração é majoritariamente do nordestino desempregado para o sudeste. A mobilidade estudantil reforça o sentindo federativo do país, fazendo com que o conhecimento viaje pelos estados, em variados sentidos e destinos. Não vou entrar em outras minúcias, até porque são muitas. Cumpre apenas levantar uma importante questão: a quem interessaria a não adesão da UFMG ao novo ENEM? No dia em que o Conselho Universitário avaliou a questão, estudantes de escolas públicas, mobilizados pela UCMG e apoiados pelo DCE, entregaram uma carta aos conselheiros defendendo a adesão. As palavras contidas no documento sensibilizaram os presentes e a proposta do Reitor Clélio Campolina, na qual o ENEM substituiria apenas 50% da nota da primeira etapa, foi vencida pela proposta dos estudantes, que clamava por 100%. Dias depois, uma manifestação composta majoritariamente por estudantes de cursinhos particulares como Bernoulli, Elite e Unimaster se dirigiu à Reitoria para protestar contra a medida. O novo ENEM na UFMG não é resultado de um ditame político. É uma grande vitória dos estudantes de escolas públicas que, mesmo depois do CEPE ter rejeitado a adesão, não desanimaram e foram ao Conselho Universitário para convencer os conselheiros a rever a posição. E aos vestibulandos que alegam que se preparavam para uma prova diferente, não se preocupem: o novo ENEM não vai lhes cobrar conteúdos que não esperavam. Apenas vai tentar descobrir quais candidatos conseguem raciocinar além desse conteúdo! Descontentes sempre irão existir diante de propostas que alterem a estrutura elitista da universidade pública brasileira. Foi assim com a política de cotas e bônus, foi assim com o Reuni e agora novamente é assim com o Novo ENEM. Estamos superando o Vestibular, que sempre foi uma forma descarada de reserva de vagas para a elite do país. Mais uma vez, como na política de bônus, o conservadorismo faz com que a UFMG seja a última universidade pública a aderir. Mas felizmente, o contexto histórico empurrou a nossa universidade para o futuro! Mais que isso: colocou-a como responsável pela construção do futuro! Porque não basta esperar tudo se ajeitar para então aderir ao ENEM. É fundamental que a UFMG, com todo seu conhecimento e experiência, participe e vivencie o processo de construção o novo ENEM, sugerindo melhoras e adequações ano a ano. Léo Rodrigues
segunda-feira, 24 de maio de 2010
* Direto da edição # 356
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
* Lado C
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* Lado B
Fábio, escrevo para registrar a minha concordância com a sua resposta à carta de Frederico “Cedê” Silva. Sou, porém, um pouco mais entusiasta: Lula é, de longe, o melhor presidente da história do Brasil. Apesar de minha análise positiva, nada me impede de ser um contundente crítico a algumas decisões deste governo, tais como a manutenção de uma política macroeconômica de juros altos e, principalmente, o medo de nosso presidente em democratizar a comunicação e desafiar à concentração midiática brasileira. Mesmo tendo sido eleito duas vezes contrariando os interesses de Globo, Folha, Abril e cia, nosso presidente insiste em crer que, para seu próprio bem, precisa passar a mão na cabeça do PIG, para usar a denominação de Paulo Henrique Amorim. Mas ano que vem, tenho a certeza, Lula sairá do Governo deixando um país muito melhor do que o encontrou: com maior distribuição de renda, menos desigualdade social, mais universidades públicas, muito mais investimento em pesquisas científicas, mais hospitais públicos, mais investigação contra a corrupção, mais eletricidade, mais produção cultural, uma Petrobrás mais forte! Creio, porém, que se tem um setor do governo que não pode, em hipótese nenhuma, deixar de ser reconhecido é exatamente a política externa, comandada por esse senhor de inteligência fora do comum, Celso Amorim. Não fossem as criticadas viagens internacionais de Lula e Amorim, que abriram tantos mercados, certamente não seríamos apontados como o país que menos sofreu com a crise econômica mundial. Foi a visão estratégica de Lula e Amorim que permitiu que o Brasil saísse da dependência econômica aos EUA, tão defendida por FHC como meio para desenvolver o país. Ao manter relações com China, países da África, União Européia e sobretudo com nossos vizinhos latinos, Lula definitivamente possibilitou entendermos quão importante é a nossa soberania! Quanto à Cuba, Honduras, Venezuela e etc, não deveria gastar muita energia com alguém que defende um golpe semelhante ao que fez a América Latina sangrar por tantas décadas. Um golpe simplesmente porque o presidente de Honduras resolveu perguntar ao povo, em plebiscito, se era momento de aprovar uma nova Constituição, seguir um novo caminho. Vou apenas recomendar ao Sr Cedê que leia o livro A Ilha, do grande escritor Fernando Morais, para entender que o povo cubano tomou, com algumas décadas de antecedência, a decisão que vários países latino-americanos estão tomando recentemente: sair da dependência e seguir um caminho próprio! Se esse senhor se desse ao trabalho de visitar Cuba, poderia se perguntar que ditadura é essa em que os opositores do regime gritam abertamente nos bares palavras de baixo calão contra os irmãos Castro, sem qualquer represália. Poderia discutir ainda a essência dos direitos humanos e quem de fato o defende: um país pequeno que não deixa nenhum de seus filhos morrer de fome ou um império que patrocina a existência de fome em todo o mundo, além de fabricar guerras constantemente? Léo Rodrigues (11ºJ)
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
* Ensaios para Primeiro de Abril
Para inspirar os trotistas de plantão apresentamos uma sequência de vídeos, que concorre para ser uma das gozações atuais mais bem elaboradas. São vários vídeos de 2006 e 2007 (um possível problema é que está em inglês, mas isso não atrapalha muito, porque dá para entender a idéia geral sem grandes dificuldades) que poderão fazer o Jedi Igor rever sua opinião que trote legal era só na época não-digital.
Primeiro Movimento: Moderato
Jimmy Kimmel é um Jô dos Estados Unidos: gordinho, engraçadinho e com um programa de humor de madrugada. Desde 2006, ele inventou essa piadinha de terminar o programa pedindo desculpas para Matt Damon e dizer que não poderia entrevistá-lo porque não haveria tempo.
Até que um dia (mais especificamente, em Setembro de 2006), Matt Damon foi realmente lá:
Uma das piadinhas mais conhecidas do programa de Jimmy é colocar o segurança do programa, o Guillermo, em trailer de filmes. Tipo esse: http://www.youtube.com/watch?v=C9O1LR-cWTA
Em Janeiro de 2007, a comediante Sarah Silverman, namorada de Jimmy Kimmel, foi a convidada do programa e disse ter uma surpresa para ele. Ela apresenta um vídeo, feito em Outubro de 2006, e que seria apresentado na comemoração do aniversário do Jimmy e que você pode conferir aqui:
O vídeo virou sensação imediata na internet e não foi à toa.
Interlúdio II
Deve ser um problema para um comediante namorar uma outra comediante. Taí uma prova num vídeo que a Sarah fez em 1992 www.youtube.com/watch?v=SEb-sXmcMLE . Não ter vergonha de falar tantas coisas na cara não deve ser muito bom para um relacionamento.
É claro que ter revelada a notícia de que sua namorada está fodendo Matt Damon ao vivo em seu próprio programa não é uma notícia boa.
Mas Jimmy Kimmel diz que ele é um cara pacífico e aceita a maior parte das coisas numa boa. Porém, quando tomam alguma coisa da qual ele gosta, ele faz sua vingança ao tomar uma coisa de que o outro goste.
Um pouco mais de um mês depois, em fevereiro de 2007, Jimmy também revelou um segredo para Sarah e Matt:
O vídeo de Sarah e Matt Damon ganhou um Emmy (!) (foi um Creative Emmy, um prêmio bem menos pomposo). E inspirou outros milhares, como esse trailer para o filme "Pagando bem que mal tem": http://www.youtube.com/watch?v=bScbukS82iY
O vídeo de Jimmy Kimmel e Ben Affleck colocou várias estrelas de Hollywood para tirar um sarro do Matt Damon. Lá apareceram: Robin Williams, Don Cheadle, Harrison Ford, Cameron Diaz, Christina Applegate, Benji Madden e Joel Madden (Good Charlotte), Dicky Barrett, Christopher Mintz-Plasse, Lance Bass, Dominic Monaghan, Meat Loaf, Pete Wentz, Joan Jett, Huey Lewis,Perry Farrell, Macy Gray, Rebecca Romijn, Lauren Conrad, Josh Groban, Mike Shinoda e David Farrell (Linkin Park) e Brad Pitt.
Jimmy admitiu depois ter feito o vídeo porque não queria que seus pais soubessem sobre seu relacionamento pelos tabloides. Já Ben ficou feliz porque sua filha de 2 anos ainda não poderia entender bem o que aconteceu naquele vídeo. Jimmy acrescentou: "Agora ela é nossa filha".
Interlúdio IV
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augusto
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* Top 10 de buscas malucas
O Google analytics é um negócio legal: dá pra você ver quantas pessoas acessaram seu blog/site/o-que-for e ver quanto tempo ficaram, de onde vieram, e etc. Dá pra tirar muita informação de lá.
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editor
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
* O triunfal retorno de um blog esquecido
Vocês sabiam que o Carol tinha um blog? Pois é.
Daí, este novo editor que vos fala resolveu ressuscitá-lo das cinzas. Pra quê? Poder encher a paciência de todos vocês mais que uma vez na semana, além de colocar aqui tudo o que não foi publicado no nosso tão disputado e-zine, que muitas vezes fica sem espaço pra tudo, mas que geralmente fica é com muito espaço sem nada (inclusive quando alguém escreve nele).
E também pra publicar as coisas impublicáveis, tipo bobagens divertidas ou o que for.
Enfim, de volta.
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editor
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