quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tapete Vermelho do Oscarol

Muito glamour e lançamento de tendências na noite de premiação do Oscarol!

Abaixo, os looks de destaque para a próxima estação nos corpinhos dos famosos [?] que passaram pelo tapete vermelho de TNT da Festa de Esporte Fino do Oscarol

O comediante Bruno Costoli apareceu com seu tradicional Basic-Chic look: camiseta branca com fios de algodão egípcio e calça Deep Blue Jeans. Nos pés, Nike sob medida para o artista



As amigas Maísa Dantas (ganhadora do prêmio Melhor Impossível) e Maria Carol chegaram com um look Early New Year's Eve, tendência desta primavera. Maísa veste Dior com maxi-laço e Maria Carol veste Cantão. A tendência nude aparece nos pés das duas celebridades


A top Marina Dias, finalista para Melhor Impossível, chegou com vestido assimétrico e volumoso da Issey Miyaki

e com seu consorte Tico, em um Armani Outstreet collection "Não somos mais apenas amigos", confessou ele aos repórteres


Esculhambador Geral da República e ganhador do prêmio Com a Bola Toda apareceu com composite moderna terno Gucci negro com camisa vermelha. Tênis All Star combina com sua personalidade despojada



Aguarde mais fotos do Tapete Vermelho do oscarol aqui no blog!

domingo, 4 de outubro de 2009

AGUARDE

Novas atualizações com mais fotos do Oscarol!

Espaço Caras do Oscarol

O Oscarol foi uma festa de muita descontração, glamour e beleza.

Teve:


"fotos forjadamente espontâneas"


"fotos forjadamente espontâneas" [2]


"tendências fashionistas"


"calouros arrasando no modelito "noite""


"stand-up com o Bruno Costoli"


"uma multidão maravilhada com o resultado da premiação"


"discurso tímido da Melhor Impossível"


"discurso surpreso e político Com a Bola Toda"


"pulos de alegria do próximo Quem Quer Ser Um Milionário"


"cerveja cerveja cerveja do Sexto Sentido"


"essa foto é bonita. só por isso ela tá aqui (apesar de dar pra fazer um exame otorrinolaringológico no Campolina)"



espero que tenham se divertido como eu me diverti!

até a próxima, pessoal!
(looney tunes style)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

SIM!




A banda se chama Rymdreglage e diz "Influenza would be a better description of where we got our influences. We are a disease." ou seja, Gripe (num trocadilho maroto com a sua denominação médica) seria a melhor descrição de nossas influências. Somos uma doença.

A música deles é bem no estilo de "8-bit trip" (a música acima), nesse eletrônico com grande influenza dos famigerados anos 80!

Se fosse para eu opinar, diria que na Suécia aquela década podia continuar perdida como aqui na América Latina...

Mais deles em:
www.rymdreglage.se

Agora, a pergunta que não quer calar: Existem pessoas mais à toa que Comunicadores?

sábado, 8 de agosto de 2009

‘Perguntinha desagradável? Não, não e não!’

Por Fernanda Ezabella, retirado do Observatório da Imprensa (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=549ASP016)


"No reino das celebridades, cutucar o rei com vara curta não tem graça. Mesmo se for o ‘rei da comédia’, como vem sendo chamado o diretor e produtor Judd Apatow (‘O Virgem de 40 Anos’). E mesmo se for nos Estados Unidos, o país da imprensa livre.

Eu estava em Los Angeles, no mês passado, quando participei da entrevista coletiva de ‘Funny People’, filme de Apatow com Adam Sandler. Num sábado, jornalistas estrangeiros foram ver o longa. Na saguão do cinema, distribuíam o kit de imprensa, uma papelada com a história do filme, detalhes da carreira dos atores, os créditos de produção e o recibo da limusine de Apatow.

Como? Sim, estava lá, por engano, a ficha da limusine que levaria o diretor, às 7h15 do dia seguinte, ao hotel onde aconteceriam as entrevistas. Preço (US$ 1.375, cerca de R$ 2.750) e endereço de sua casa estavam no recibo do carro, que percorreria 12 milhas ida e volta (20km). Um táxi daria US$ 40.

No domingo, sigo para o hotel à beira-mar. Entre mesas fartas de comida e bebidas, os kits de imprensa continuam iguais. Na entrevista com diretor e elenco, peço o microfone:

‘Tem sido um período difícil com a crise financeira, os estúdios têm cortado empregos e orçamentos’, digo a Apatow e continuo: ‘É uma pergunta desagradável, mas como você justifica ter uma limusine com esse preço te pegando em casa, numa distância tão curta como seis milhas, como nos mostra aqui no material de imprensa?’

Apatow não entende. ‘O quê? Onde?’ O ator Seth Rogen brinca: ‘Uma limo foi te buscar! Mas seis milhas é longe!’

Os jornalistas riem na sala, mas não os assessores. Um deles tira o microfone da minha mão, enquanto eu tento explicar a pergunta ao diretor.

Apatow ameniza: ‘Mas eu não ligo de responder’, diz. ‘É que, após trabalhar 12, 14 horas por dia, é perigoso dirigir [...] por isso os estúdios querem assim [...]. Mas você pode me buscar se quiser, eu não ligo.’

Sem microfone, retruco: ‘Se você me pagar esse valor, eu também não me importo, ficaria feliz em fazê-lo. Mas é uma soma muito alta, não?’

O diálogo segue atrapalhado, e dois assessores me interrompem novamente. Desisto. Outra jornalista faz a última pergunta: ‘Apatow, quando você se deu conta de que deu certo?’

O diretor não perde a piada: ‘Quando consegui limusines me pegando em casa!’

A mulher de Apatow, Leslie Mann, que também está no filme, tem um chilique com os assessores. ‘Isso não é nem um pouco legal’, diz, olhando o kit. ‘É o endereço da nossa casa!’

Tento sair à francesa, mas sou abordada por uma assessora. Ela tira o kit da minha mão, enquanto os outros assessores arrancam a página ‘maldita’ dos demais jornalistas."



Folha de S. Paulo
Estúdio não se pronuncia oficialmente

"Questionada sobre as razões pelas quais impediu a jornalista da Folha de concluir sua pergunta em entrevista coletiva em Los Angeles, a Universal declarou que não se pronunciaria ‘oficialmente’. Não oficialmente, porém, a assessoria do estúdio no Brasil, comunicada da confusão por colegas estrangeiros, telefonou para a Ilustrada para se queixar da repórter e questionar a publicação do material, poucos dias depois do ocorrido.

Informaríamos que houve vazamento de um recibo? Incluiríamos os dados da nota? A reação à pergunta?

Diante das respostas positivas, a assessoria mudou de estratégia. Disse que, a partir dali, a Folha ‘poderia’ não ser mais convidada para os eventos da empresa.

Quando foi pedida uma posição da empresa, a Universal voltou atrás -disse que o jornal continuará a ter acesso às rodas de imprensa, mas que a repórter Fernanda Ezabella agora faz parte do ‘black book’ (livro negro) de todos os assessores presentes na ocasião. Seu nome poderá ser vetado no futuro.

Informada sobre a publicação desta reportagem, a empresa manteve a recusa de se pronunciar."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Puta é Comunicóloga!

Este texto abaixo foi publicado no Carol #234, no dia 5 de dezembro de 2006.
Com a discussão sobre jornalista ser cozinheiro, nada melhor que lembrar que as garotas de programa também têm sua vez no mundo da comunicação social



* Putas entendem mais de Publicidade do que eu

Eis que no último Carol fui surpreendido por uma atividade da semana meio excentrica (não se tratava de mais um video estúpido do YouTube! ou algum link para uma piadinha que todo mundo já recebeu no email uns 6 meses antes de ser sugerida por esse e-zine). A indicação de atividade vinha do site do Ministério do Trabalho e Emprego e trazia a descrição sumária dos "profissionais do sexo". Tomado por um momento raro de reflexão sobre esse curso em que me formei e em que os leitores pretendem pelo menos um dia tentar formar, cheguei a seguinte conclusão: "Puta também é comunicóloga". Listo abaixo os meus argumentos baseados na descrição da atividade pelo Ministério:

1 - "[Profissionais do sexo] Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos". Vemos aqui o clássico momento da prospecção de clientes. A puta almeja aumentar as suas vendas e substituir a cartela de clientes inativos, para isso ela visa seus clientes potenciais através dos aspectos financeiros e psicologicos determinando o potencial dos clientes pela capacidade de compra e pelo desejo da compra.
A puta sabe onde encontrar o seu cliente e utiliza vários mecanismos de prospecção de clientes: algumas fazem uma "prospecção a frio" somente visitando clientes; algumas participam de "mostras" e "feiras" que envolvem o encontro de pessoas dispostas comprar; algumas trabalham atendendo os "clientes orfãos" qe não são mais atendidos pelas suas vendedoras e algumas até utilizam sistemas de prospecção eletrônica pela internet.

2 - "atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas". Aqui vemos as primeiras etapas após a conquista do cliente: o atendimento e planejamento. A puta sabe que nenhum cliente é igual e está disposta a identificar as peculiaridades que envolvem cada trabalho, lançando mão da sua experiencia em atender bem e corresponder as necessidades do cliente. A puta sabe atuar oferecendo serviços específicos para cada nicho de mercado e sabe que um serviço bem feito pode fidelizar um cliente.

3 - "administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria". Aqui vemos duas importantes qualidades das putas: planejamento orçamentário e organização sindical. Todas as putas sabem os cuidados necessários para administrar a comercialização de seus serviços, estabelecendo verbas de marketing e propaganda, determinando os custos de venda e metas a serem alcançadas. As putas também sabem se organizar e aproveitam os benefícios de uma organização sindical, como a promoção de cursos de especialização, acesso a legislação específica, acesso a tabela de preços de mercado e demais vantagens.

4 - "Realizam ações educativas no campo da sexualidade". Putas sabem como o mercado tem bons olhos para a responsabilidade social dentro das prestadoras de serviço e sabe utilizar essa ferramenta de marketing sabiamente. Conseguem conduzir suas atividades e ainda realizarem trabalhos educativos de forma exemplar, dando bons exemplos sexuais para crianças e adolescentes.

5 - "propagandeiam os serviços prestados". Preciso explicar essa parte?

6 - "As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão". Por fim, vemos que as putas assim como publicitários trabalham com o sistema da auto-regulamentação. Cada serviço prestado é cuidadosamente elaborado para não gerar dolo para o cliente e a prestadora do serviço, criando um esquema de prática não abusiva e ética da putaria.

Depois de listar meus argumentos espero que todos tenham percebido realmente como o nosso curso anda bastante deficiente, pois enquanto andam por cortar habilitações o caminho correto seria agregar mais uma delas. Espero que o nosso DCS possa um dia vislumbrar o quanto vanguardista seria também oferecer vagas para habilitações em Putas e Michês. Conto com o apoio de todos para a campanha "Puta também é comunicóloga!"

Bolzão (PP)
bolzao@yahoo.com.br

Obs.: Nenhuma puta foi consultada para realização deste texto. Para a manutenção sadia do meu namoro, deixo claro que não mantenho nenhum tipo de relação profissional com putas, RPs e RTVs.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Diplomado, logo existo?

(texto publicado parcialmente no Carol. Confira aqui na íntegra!)

Como já é de conhecimento de todos, o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista, uma “conquista de 40 anos”, nas palavras do site da FENAJ (http://tinyurl.com/l5q895). Pessoalmente, eu acompanhei o julgamento minuto a minuto pela internet, e tão logo o mesmo terminou, já discutia com jornalistas, juristas e colegas do curso de Comunicação Social, via blogs, Twitter e (pasmem!) ICQ. O próprio site da FENAJ levou um tempo para publicar um texto a respeito do assunto. A matéria virtual da Veja ficou pronta quase duas horas depois do término do julgamento. E já saiu defasada, sendo revista no decorrer da noite.

Acho que, por aí, já dá pra se perceber como a profissão de jornalista mudou nesses últimos 40 anos.

Não é hora para ficar discutindo se o diploma deve ou não ser obrigatório. A legislação já está aí, e será difícil mudar a decisão do Supremo. A profissão de jornalista como um todo, e especialmente seus meios de formação, terão de ser revistos.

Ouvi muitos argumentos dramáticos demais, e também outros otimistas demais. Entretanto, acho que o fim do monopólio da profissão é benéfico para os jornalistas como um todo. Primeiro: vivemos numa época que, queiramos ou não, qualquer um pode se tornar um comunicador. Isso é um ponto de grande controvérsia no debate. Dizem que desvaloriza a formação teórica. Mas que formação é esta?

Luís Nassif, respeitado jornalista que, inclusive, deu uma palestra recentemente aqui na UFMG, toca justamente neste ponto em seu blog (http://tinyurl.com/l4rlan). Temos sérios problemas com a grade curricular de Jornalismo, e da Comunicação Social como um todo. Defensores do modelo atual dizem que ele incute valores éticos e um senso social mais apurado, ponto do qual eu discordo. Sim, temos uma grande facilidade para nos engajarmos em movimentos políticos e sociais na faculdade, mas isto se dá mais pelo próprio ambiente da faculdade, do que pelas matérias em si. Alguém que estudou Teoria Política começou a se envolver na política, ou o contrário é mais provável? Temos que perceber que, já com 18 anos, a maioria das pessoas tem sua visão de mundo formada.

Descartado o argumento da “formação ética”, e a formação técnica, aquela tão defendida por aqueles que são contra os “indivíduos-comunicadores”? Sabemos que, mesmo entre as Humanidades, o curso de Comunicação Social é relegado a um status inferior. Infraestrutura sucateada, não-reposição de professores titulares e, vamos falar sério, quem aqui está sendo preparado para lidar com as novas mídias? Somente iniciativas pioneiras, tímidas e desajeitadas são ensaiadas nesse aspecto. É um paradoxo: reclamamos da decadente qualidade do jornalismo nacional, sem buscar entender o porquê desta decadência!

Segundo, creio que esta mudança acabará por valorizar o diploma, ao invés do contrário. Experiências no mundo inteiro mostram que isto é bem verdade. Países com uma imprensa ativa na esfera pública, como Inglaterra e Estados Unidos, não exigem diploma. Ainda assim, a ampla maioria dos profissionais por lá são mestres e doutores. Lanço mão aqui do velho argumento das exigências do mercado, sem querer ser taxado de liberal. Mas, meus amigos de esquerda, convenhamos que a realidade já é essa, inclusive no Brasil. Profissionais de qualidade, formados, são literalmente “caçados”, como afirma Ivana Bentes em texto para a Carta Capital (http://tinyurl.com/loj9fz).

Não poderia deixar de comentar, é claro, da argumentação bisonha do ministro Gilmar Mendes. Comparar o exercício do jornalismo com o da culinária é, quando não uma ironia desnecessária, uma afronta vinda de um homem que processa jornalistas que investigam sua vida e apontam irregularidades.

Ouvi por aí argumentos do tipo “então o diploma para Medicina também não deveria ser necessário”. Alguém já imaginou um curso técnico para cirurgia plástica, ou um neurocirurgião autodidata? Chego ao terceiro ponto: o diploma para médicos e advogados, por exemplo, é um salvaguardo ao consumidor, que tem certeza de estar sendo atendido por um profissional com formação técnica e teórica capaz de lhe garantir um bom serviço, como bem lembra Túlio Vianna (http://tinyurl.com/m49m3e). Não ficamos todos revoltados com “médicos” que usam diplomas falsos e acabam causando danos às pessoas?

Admito, é claro, que a imprensa pode causar um dano muito maior à vida de uma pessoa, como foi no tão lembrado caso da Escola Base. Mas esta é a exceção, não a regra, e é um constante aviso sobre o que um jornalismo precipitado pode fazer.

Não sabemos aonde esta mudança levará o jornalismo no Brasil, mas o fato é que o mesmo já estava combalido há algum tempo. Iniciativas como o programa CQC, ou casos como o Folha de São Paulo x Blog da Petrobras (http://tinyurl.com/pxp6qa), mostram que a imprensa no país estava precisando de uma boa sacudida. Temos agora que pensar numa nova organização para a profissão, uma nova relação com o público, as novas mídias e o mercado (como, por exemplo, a questão dos jornalistas free-lancers, que deve ser tornar urgente a partir de agora).

Como disse um amigo meu, foi um senhor tapa na cara dos jornalistas. Eu diria que foi um tapa mais do que necessário para fazer a imprensa no país acordar para a nova realidade que está surgindo, a tempo de se preparar para ela.

Hélio Soviet (1º)
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